Budismo na Visão do Caio Fábio (Evangélico)

" Sidarta, o primeiro Buda, foi um ser humano extraordinário. O que ele criou, de fato, não foi uma “religião”, mas uma psicologia do profundo, uma espécie de filosofia do ser. Na realidade Sidarta experimentou os pólos extremos da existência—riqueza, como príncipe; e pobreza extrema, mendicância, fome, e jejuns excruciantes, como religioso—; até que concluiu que o “desejo” é aquilo que gere sofrimento, pois, é dele que vêm todas as “frustrações e dores”. No entanto, após ter feito a viagem do “desejo”—como homem nascido num palácio e em meio à riqueza—, e também após ter tido as mais fortes experiências de mortificação pelo jejum e pela entrega a toda sorte de abstinência e privações—como andarilho e religioso—, ele entendeu que o caminho da paz não era nem o do desejo satisfeito e nem o do não-desejo radical, mas sim a via do meio, o caminho do equilíbrio e do desapego. Todavia, esse desapego, ele percebeu, não era indiferença e ausência de amor na vida, mas a liberdade de olhar a vida pelo amor e pela bondade, que é o que criaria a paz interior para amar sem possuir. Ora, o amor que ama sem possuir “tudo sofre” porque não sofre “tudo” o que as pessoas sofrem quando dizem amar. Esse amor que ama sem possuir é aquele descrito por Paulo em I Co 13. O mais... as questões de exercícios, disciplinas devocionais, psicológicas, etc... seriam apenas os instrumentos que serviriam ao propósito de ajudar o indivíduo a ir entrando nesse estado de leveza bondosa e harmoniosa. Ora, este é um resumo do ensino original de Sidarta. De lá para cá, todavia, muita coisa mudou. À semelhança do que acontece com todos os grupos humanos que originaram sua crença em algo simples, o processo de continuidade daquilo acaba por criar sobre o que antes era uma experiência possível e boa para o coração e a mente, uma religião, ou, se nem tanto, muitas e diferentes variações da mesma fonte original. O que temos hoje, portanto, em muitas formas de budismo, é uma espiritualidade já bem mudada em relação ao original. Na realidade a filosofia de Sidarta não queria ser uma religião e nem uma doutrina, mas um modo de vida. De fato, o budismo nada diz acerca de Deus, o que é um favor—favor que nem sempre temos a benção de ver acontecer à nossa volta, visto que é melhor não tentar falar de Deus do que criar um “Deus perverso”, como muitas vezes se faz. Quando você encontra um budista gente boa e tranqüila, e não fica tentando catequizar o sujeito, mas tão somente aproveitá-lo como ser humano, em geral, o que acontece, é que ele acaba por vir a amar muito a Jesus, posto que verá em Jesus aquilo que no budismo não existe, que é Deus revelado em amor pessoal. O budismo é, portanto, na minha maneira de ver, uma filosofia psicológica, e que, como tal, deveria ser entendida por todos. Quem encontrou a Jesus e conhece o amor de Deus deve ser amoroso, misericordioso e generoso. O budismo original diz que esses valores são os da via do meio, do equilíbrio (...) "

Bom, a quem interessar, achei essa teoria interessante -->  Jesus Cristo era budista?!

Embora não haja provas suficientes para traçar uma firme conclusão, alguns eruditos afirmam que o Sutra de Lótus chegou a influenciar até mesmo o Novo Testamento da Bíblia...
Por exemplo, a história do filho pródigo no Evangelho de Lucas é muito similar à parábola do homem rico e seu filho pobre, que aparece no capítulo “Fé e Compreensão” do Sutra de Lótus.

Coincidências e coincidências ... Histórias e histórias...
Bem provável que jamais saibamos o que de fato aconteceu há tantos anos atrás... mas acho que também não seja isso que influencia diretamente em nossa felicidade... De fato, quero levar minha vida com essa filosofia de vida, de encontrar meu CAMINHO DO MEIO !

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